INFORMAÇÕES E DICAS

Crianças à bordo

Ao programar a viagem, escolha o destino turístico que ofereça opções de passeio e de recreação também para os pequenos, respeitando a faixa etária e características de cada um. Assim a viagem será agradável e estimulante para toda a família. Na compra de passagens aéreas, crianças de até dois anos pagam 10% do valor da passagem, e crianças de dois aos doze anos, tem desconto de 50%. As companhias aéreas também costumam servir refeições para o público infantil. Consulte a empresa. Faça viagens aéreas em horários que interfiram o menos possível na rotina do bebê ou então que causem menos desconforto possível aos bebês, de preferência, à noite e sem escala. Verifique com a companhia a disponibilidade de berço durante o voo e reserve os primeiros assentos, que tem mais espaço, para trocar roupas ou fraldas. Quando o avião decolar ou aterrissar, dê algo para a criança sugar ou beber. A sucção e o ato de engolir, aliviam a pressão no ouvido e acalmam os pequenos. Neste sentido, não dê medicamentos para dormir, pois podem causar efeito contrário. Confira se a transportadora oferece descontos na passagem para crianças. No caso de enjoo nas viagens de carro ou ônibus de turismo, faça paradas frequentes, abra os vidros para a entrada de ar fresco e utilize a medicação indicada pelo pediatra. Em viagens de ônibus ou de carro utilize, o cinto de segurança e não deixe a criança engatinhar com o veículo em movimento. Mantenha-a sempre sentada em seu colo e leve na bagagem de mão, alimentos que a criança está habituada. Durante a viagem, disponha de lanches, frutas, mamadeiras, sucos ou biscoito e principalmente, alimentos com os quais a criança está acostumada. Confira se o meio de hospedagem disponibiliza berço ou cama extra para a criança e faça a reserva do acessório. Verifique se o restaurante onde for comer tem cardápio para crianças. Tenha sempre à mão livros, jogos ou brinquedos, pois, em algum momento da viagem a criança vai ficar entediada. Tenha também cuidado com janelas ou varandas desprotegidas e nunca deixe as crianças brincarem sozinhas na piscina. Durante a viagem, procure manter uma rotina familiar, marcada por atividades diárias, como horário das refeições em família, por exemplo, para que as crianças não estranhem o destino turístico e possam curtir o passeio.


Grávidas

Consulte sempre um médico antes de viajar. Informe-o sobre os detalhes da viagem, como meio de transporte, duração do percurso e atividades que pretende realizar no destino. Não viaje em datas próximas do parto. Procure viajar depois do primeiro trimestre de gestação, pois é um período em que os enjoos já passaram e diminuem as chances de um aborto espontâneo. Aproveite e verifique se o seu plano de saúde tem cobertura no destino. No caso de viagem aérea, é necesário apresentar, a partir do 7º mês de gestação, atestado médico autorizando a viagem; e a partir do 8º mês, o atestado deve conter destino e duração do voo. Beba água para evitar a desidratação, especialmente em aviões e no caso de viagens de longa duração e faça exercícios para ativar a circulação, principalmente, nas pernas.

Pessoas com Deficiência

Consulte o médico e avalie as suas condições físicas, antes de viajar. Planeje a viagem com antecedência e dê preferência aos meios de hospedagem mais adequados as suas necessidades. Veja também as opções de acessibilidade, locomoção e conforto. Exija o seu direito: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida tem direito, por lei, a 2% de assentos em teatros, cinemas, estádios, auditórios, etc, conforme as normas da ABNT. O atendimento prioritário também é garantido nesses casos (Decreto Federal 5.296/ 2004).

Transporte Terrestre

São reservados dois assentos gratuitos para pessoas com deficiência e renda igual ou inferior a dois salários. Caso esses assentos estejam preenchidos, o turísta terá direito a um desconto mínimo de 50% do valor da passagem, para ocupar os demais lugares do ônibus. Ao fazer a locação de veículo, não esqueça de colocar adesivo indicativo no vidro, com o símbolo internacional, sinalizando aos demais motoristas e pedestres da via que o carro está sendo usado por uma pessoa com deficiência. Não há distinção no valor da locação, salvo concessão da locadora.

Transporte Aéreo

Dê preferência a voos diretos, sem conexões, evitando deslocamentos. Faça a reserva com antecedência e informe a companhia aérea sobre o tipo de necessidade especial: deficiência visual, auditiva, dificuldades de linguagem, e cadeirante, medicamentos, uso de marca passo, de balão de oxigênio, por exemplos. O portador de deficiência visual pode levar o cão-guia, sem necessidade de pagar taxa extra pelo serviço, no entanto, precisará apresentar atestado de sanidade e focinheira para o animal. Mesmo que o cão seja manso e adestrado, o uso do protetor é obrigatório. Tenha sempre em mãos, o atestado médico, de preferência, o modelo fornecido pela companhia, autorizando a viagem nos seguintes casos: deficiência mental, caso o passageiro viaje sozinho; quando o nível de deficiência é progressivo ou não estável, no transporte de seringas e medicamentos, e em caso de doença ou cirurgia recente. As companhias aéreas costumam limitar o número de passageiros especiais a bordo, número que varia conforme a empresa, mas, geralmente é de 3 a 5 pessoas por aeronave.

Transporte de cadeira de rodas

O turista pode levar a cadeira de rodas na viagem, mas, é necesário informar a companhia aérea com antecedência, sobre as dimensões do equipamento: altura, largura, peso, motorizada, dobrável, etc. No caso de bateria extra para a cadeira de rodas motorizada será preciso, despachá-la. Caso necesário, uma cadeira de rodas poderá ser fornecida gratuitamente no aeroporto, até o embarque do passageiro.

Saúde - Prevenção de Acidentes

Não caminhe com os pés descalços em áreas de terra nua, matas ou plantações. Use sempre calças e botas de cano longo ou bota com perneira, que protegem até o joelho. Nesses locais, habitue-se a bater o calçado com a boca virada para baixo, antes de calçá-lo, para retirar eventuais animais peáonhentos, que costumam se esconder dentro dos caláados. Nos balneários, também evite andar descaláo, principalmente se tiver algum ferimento no pé; nem coloque as mãos em buracos, que podem ser abrigo de pequenos animais, como ratos e cobras. Nunca pegue peixes, animais ou plantas desconhecidas, por mais inofensivos que pareçam e cuidado ao sentar, se apoiar ou manusear rochas e árvores em trilhas ou caminhadas. Segurança é outro ponto importante. Não ande em horários e áreas desabitadas ou evitadas pela população. Mantenha-se sempre próximo ao grupo de turistas nas viagens. Caso precise se afastar do grupo, faça-o sempre em breves intervalos, informando sempre o guia de turismo.

Doenças Transmitidas Por Vetores

Um número elevado de infecções e doenças, como a malária, a febre amarela, a doença de chagas e a dengue, são transmitido por insetos e outros vetores em vários destinos turísticos do país. Portanto, para preservar a sua saúde, é importante que você redobre atenção e siga as seguintes orientações. Consulte a secretaria municipal ou estadual de saúde, sobre a existência de doenças na região para a qual você vai viajar, como meningite, por exemplo, e o período de espera entre a vacina e o embarque. No caso da febre amarela, por exemplo, você deve se vacinar, pelo menos, 10 dias antes da viagem. Mantenha a carteira de vacinação em dia. Na dúvida consulte seu médico. Verifique também a carteira de vacinação das crianças, conferindo-a com o calendário do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, disponível no site do Ministério da Saúde Se você fez a opção por pacotes de ecoturismo ou a prática de esportes aquáticos, informe-se nas secretarias municipais, se há a existência de rios, lagoas e açudes que apresentam risco de transmissêo de esquistossomose. O turista deve observar se existem caramujos no local, que uma vez infectados, podem transmitir a esquistossomose. No caso de turismo em cavernas é recomendável que o turista verifique se o local está aberto para a visitação. As cavernas devem obedecer a um Plano de Manejo Espeleológico que define as condições de acesso, tráfego de pessoas e critérios de visitação. Respeite as orientações dos guias locais e, sempre que possível, use máscaras de proteção. No caso de acampamento, dê preferência a locais regulamentados. No caso de trilhas ou caminhadas na mata, use roupas claras para facilitar a localização, camisa de manga longa, sapatos fechados, chapéu, repelente e protetor solar. Monte a barraca longe de roedores e evite o acúmulo de lixo, para não atrair pragas e animais. Nunca deite diretamente no solo, nem coloque os alimentos no chão, pois a hantavirose, tipo de doença pulmonar, é transmitida respirando partículas virais de ratos silvestres presentes no chão. Não coma frutos desconhecidos ou encontrados no chão, pois podem ser venenosos. Alimentos e resíduos devem ser mantidos em recipientes fechados e à prova de ratos. Nunca deixe o alimento em contato direto com o solo, nem deite diretamente no chão. A transmissão de hantavirose acontece pela inalação de partículas virais presentes no solo. O mesmo é válido para alimentos ou frutos encontrados no chão. Procure levar alimentos naturais ou industrializados, prontos para consumo e que possam ficar fora da geladeira. Não deixe que restos de comida, inclusive de animais, e outros produtos ricos em matérias orgânicas cheguem até as águas, pois servem de alimentos para os caramujos. Leve sacos plá sticos para a coleta do lixo nos passeios e nunca deposite fezes próximo a lagoas e rios para não contaminar a água. Se não houver instalações sanitárias no local, procurar locais distantes, cobrindo as fezes com a terra para evitar propagação de vetores. Os principais riscos são: febre amarela e arboviroses transmitidas por mosquitos, hantavirose, esquistossomose, febre maculosa, raiva, leishmaniose, malária, encefalite, doença de Chagas, doenças cardiovasculares, diabetes, gripe, dengue, histoplasmose, animais peçonhentos além de outras doenças transmitidas pela água e alimentos.

Doenças Transmitidas por Animais

No caso de contato por mordida ou arranhão de mamíferos, por exemplo, como cães, gatos, morcegos, lave o local com água corrente e sabão, e procure imediatamente atendimento médico e aplicação da vacina e soro antirrábico. No Brasil acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, serpentes, aranhas são comuns. Nestes casos, não faça procedimentos caseiros e leve a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo

Doenças Transmitidas Por água E Alimentos

O consumo de água mineral industrializada é a opção mais segura, mas, se não houver água tratada no local visitado, ferva a quantidade necessária, por pelo menos, um minuto. Se não for possível a fervura, deve-se considerar o uso de agentes desinfetantes, por exemplo, o hipoclorito de sódio a 2,5%, colocando duas gotas em um litro de água durante 30 minutos. No caso de alimentos vendidos por ambulantes, bufês, mercados e restaurantes, os produtos que exigem refrigeração, devem estar abaixo de 5º C, e os quentes, acima de 60º C. O mesmo é válido para frutas e verduras: não devem ser consumidas se não estiverem integras, sendo lavadas em água corrente antes do consumo. Sempre que possível, evite o consumo de carnes de animais exóticos ou mal conservadas, como jacaré, avestruz e javali e evite também, alimentos vendidos por ambulantes, como água, gelo, sorvetes e sucos, alimentos crus, ovos, leite e derivados de origem duvidosa e não pasteurizados. Não beba a água de rios, riachos, lagos e cachoeiras ou outras fontes naturais, pois pode haver contaminação biológica ou química, como fezes de animais e outras substâncias. Leve sempre consigo água para consumo e no caso de produtos locais, dê preferência a itens industrializados que contenham, no mínimo, identificação do produtor e data de validade.

Para saber mais sobre ações relacionadas à saúde, acesse os seguintes websites:
ANVISA
Ministério da Saúde

Saúde - Transporte

Em caso de mal-estar durante a viagem, seja na aeronave, ônibus, embarcação ou outro meio de transporte, comunique a equipe de bordo que prestará o atendimento adequado. Se for necesário, a tripulação tomará as providências junto às autoridades sanitárias. Nunca tome remédio sem orientação médica. Uma medicação ou dose errada pode ser tão prejudicial à saúde quanto a doença. Procure sempre o atendimento médico mais próximo, ao menor sinal de febre, dores ou qualquer sintoma de enfermidade

Saúde - Irradiação Solar

Não se exponha demais ao sol e escolha os horários mais adequados. Os raios ultravioletas são prejudiciais à saúde e a superexposição pode causar câncer de pele. Use o protetor solar adequado ao seu caso e faça novas aplicações, conforme as orientações do fabricante. Cuidado com a desidratação! Beba bastante líquido e utilize roupas leves e arejadas. Óculos de sol e chapéu de abas largas também são recomendados, principalmente para as pessoas da terceira idade, devido a pele mais sensível.

Saúde - Doenças

Consulte seu médico ou a agência de viagens e se informe sobre a necessidade de tomar alguma vacina contra doenças do local de destino, seja viagem nacional ou internacional. No caso de viagens ao exterior, confira a situação sanitária do país e a necessidade de tirar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Se o destino turístico estiver localizado em áreas onde tenha doenças transmitidas por mosquitos, como a malária ou dengue, dê preferência por meios de hospedagem que tenham janelas e portas com telas de proteção e cortinas. Proteja-se das picadas de insetos, aplicando repelentes à base de dietiltoluamida (DEET) nas áreas expostas da pele e, sempre que possível, utilize roupas confortáveis e adequadas ao local. Lave bem as mãos com água e sabão neutro depois de utilizar transportes públicos ou transitar por locais públicos, após usar o banheiro, antes das refeições ou de ingerir alimentos e, principalmente, depois de tossir ou espirrar. Seja cuidadoso e utilize preservativos em todas as relações sexuais, assim você diminui o risco de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como por exemplo, HIV/AIDS, Sífilis e Hepatite B.

Saúde - Precaução

Comunique ao seu agente de viagens se você tem alergia a alimentos, problemas cardíacos, necessidades especiais ou qualquer restrição que exija cuidados especiais durante a viagem. Informe também a medicação e o telefone de uma pessoa para contato em caso de emergência. Se você tiver algum problema de saúde e, durante a viagem, quiser realizar atividade física que exija esforço físico ou tenha algum grau de dificuldade, consulte antes o seu médico e procure saber se tem condições de realizá-lo. Se possível atualize a sua carteira de vacinação.

Guias de Turismo

O guia de turismo é o profissional responável pelo bom andamento da viagem, respondendo pelas atividades técnicas e administrativas da agência no destino turístico. Cabe a ele orientar, cuidar e dar apoio ao turista ou grupo de turistas, zelando pela organização da viagem, deslocamentos, embarques, traslados, viagens e excursões, visando o bem estar de todos. Para exercer a atividade de guia de turismo, o profissional deve estar devidamente cadastrado no CADASTUR e portar o crachá de identificação pessoal, emitido pelo Ministério do Turismo. Portanto, não confie em estranhos ou amadores. Contrate sempre um profissional habilitado, conferindo a autenticidade da credencial no site: CADASTUR.

Meios de Hospedagem

Antes de viajar, peça a confirmação, por escrito, de sua reserva no meio de hospedagem. O documento deve conter informações sobre o tipo de unidade habitacional ou acomodação, os serviços oferecidos durante a estadia, horário de check-in, formas de pagamento e de cancelamento. Chegando ao estabelecimento, você deve preencher a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), que é o seu contrato com o meio de hospedagem. Vale lembrar que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, é proíbido hospedar crianças ou adolescentes desacompanhados, sem a autorização dos pais ou resposáveis. Caso você chegue ao local e, mesmo confirmada a reserva, não exista a vaga - o que configura overbooking: venda de reserva acima da capacidade de hospedagem do estabelecimento à empresa é obrigada a acomodá-lo em uma unidade habitacional de categoria superior a que foi contratada, no mesmo estabelecimento, ou em outro de qualidade equivalente ou superior. Por lei, todo meio de hospedagem é obrigado a se cadastrar junto ao Ministério do Turismo. Portanto, consulte o CADASTUR e verifique se a empresa está regularmente cadastrada.

FONTE: CADASTUR - Ministério do Turismo

COVID-19

O que é COVID-19 Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos. Raramente, os coronavírus que infectam animais podem infectar pessoas, como exemplo do MERS-CoV e SARS-CoV. Recentemente, em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a COVID-19, sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa.
A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com COVID-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (poucos sintomas), e aproximadamente 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório.

Quais são os sintomas
Os sintomas da COVID-19 podem variar de um resfriado, a uma Síndrome Gripal-SG (presença de um quadro respiratório agudo, caracterizado por, pelo menos dois dos seguintes sintomas: sensação febril ou febre associada a dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza) até uma pneumonia severa. Sendo os sintomas mais comuns:
Tosse
Febre
Coriza
Dor de garganta
Dificuldade para respirar
Perda de olfato (anosmia)
Alteração do paladar (ageusia)
Distúrbios gastrintestinais (náuseas/vômitos/diarreia)
Cansaço (astenia)
Diminuição do apetite (hiporexia)
Dispnéia ( falta de ar)


Como é transmitido
A transmissço acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de:

Toque do aperto de mão contaminadas;
Gotículas de saliva;
Espirro;
Tosse;
Catarro;
Objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, talheres, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc.

Diagnóstico
O diagnóstico da COVID-19 pode ser realizado a partir de critérios como:

1 - O DIAGNÓSTICO CLÍNICO é realizado pelo médico atendente, que deve avaliar a possibilidade da doença, principalmente, em pacientes com a associação dos seguintes sinais e sintomas:
Febre, que pode estar presente no momento do exame clínico ou referida pelo paciente (sensação febril) de ocorrência recente. Sintomas do trato respiratório (por exemplo, tosse, dispneia, coriza, dor de garganta) Outros sintomas consistentes incluindo, mialgias, distúrbios gastrointestinais (diarreia/náuseas/vômitos), perda ou diminuição do olfato (anosmia) ou perda ou diminuição do paladar (ageusia). Em crianças, além dos itens anteriores, considera-se também a obstrução nasal, a desidratação e a falta de apetite (inapetência), na ausência de outro diagnóstico específico. Em idosos, deve-se considerar também, critérios específicos de agravamento como: síncope (desmaio ou perda temporária de consciência), confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e falta de apetite (inapetência). O diagnóstico clínico da doença, também deve ser considerado em pacientes com doença grave do trato respiratório inferior sem causa clara, como é o caso de pacientes que se apresentem em Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Nesta síndrome o indivíduo apresenta-se em franca dispneia/desconforto respiratório/dificuldade para respirar com saturação de oxigênio (O2) menor do que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto (cianose) ou queixa de pressão persistente no tórax. Em crianças, a SRAG apresenta-se com os sinais e sintomas anteriores, devendo ser observados sinais característicos de esforço respiratório, tais como, os batimentos de asa de nariz, tiragem intercostal, e, por fim, alteração na coloração das extremidades que ficam azuladas (cianose).

2 - O DIAGNÓSTICO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO é realizado pelo médico atendente no qual considera-se:
casos de paciente com a associação dos sinais e sintomas supracitados ou SRAG MAIS histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 14 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

3 - DIAGNÓSTICO CLÍNICO-IMAGEM:
caso de sintomas respiratório mais febre ou SRAG ou óbito por SRAG que não foi possível confirmar ou descartar por critério laboratorial E que apresente alterações tomográficas.

4 - DIAGNÓSTICO LABORATORIAL - Caso o paciente apresente os sintomas respiratórios mais febre ou SRAG. O profissional de saúde poderá solicitar os seguintes exames laboratoriais:
De biologia molecular, (RT-PCR em tempo real) que diagnostica tanto a COVID-19, a Influenza ou a presença de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) normalmente até o oitavo dia de início de sintomas. Imunológico, que detecta, ou não, a presença de anticorpos em amostras coletadas a partir do oitavo dia de início dos sintomas. Sendo eles: Ensaio imunoenzimático (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay - ELISA); Imunocromatografia (teste rápido) para detecção de anticorpos; Imunoensaio por Eletroquimioluminescência (ECLIA). Pesquisa de antígenos: resultado reagente para SARS-CoV-2 pelo método de Imunocromatografia para detecção de antígeno.

5 - DIAGNÓSTICO LABORATORIAL EM INDIVÍDUO ASSINTOMÁTICO (pessoa sem sintomas) que realizou:
Exame de Biologia Molecular com resultado DETECTÁVEL para SARS-CoV-2 realizado pelo método RT-PCR em tempo real. Exame de Imunológico com resultado REAGENTE para IgM e/ou IgA realizado pelos seguintes métodos: Ensaio imunoenzimático (ELISA) e Imunocromatografia (teste rápido) para detecção de anticorpos.

Como se proteger
As recomendações de prevenção à COVID-19 são as seguintes:
Lave com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienize com álcool em gel 70%. Essa frequência deve ser ampliada quando estiver em algum ambiente público (ambientes de trabalho, prédios e instalações comerciais, etc), quando utilizar estrutura de transporte público ou tocar superfícies e objetos de uso compartilhado.
Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço ou com a parte interna do cotovelo.
Não tocar olhos, nariz, boca ou a máscara de proteção fácil com as mãos não higienizadas.
Se tocar olhos, nariz, boca ou a máscara, higienize sempre as mãos como já indicado.
Mantenha distância mínima de 1 (um) metro entre pessoas em lugares públicos e de convívio social. Evite abraços, beijos e apertos de mãos. Adote um comportamento amigável sem contato físico, mas sempre com um sorriso no rosto.
Higienize com frequência o celular, brinquedos das crianças e outro objetos que são utilizados com frequência.
Não compartilhe objetos de uso pessoal como talheres, toalhas, pratos e copos.
Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados.
Evite circulação desnecessária nas ruas, estádios, teatros, shoppings, shows, cinemas e igrejas.
Se estiver doente, evite contato próximo com outras pessoas, principalmente idosos e doentes crônicos, busque orientação pelos canais on-line disponibilizados pelo SUS ou atendimento nos serviços de saúde e siga as recomendações do profissional de saúde.
Durma bem e tenha uma alimentação saudável.
Recomenda-se a utilização de máscaras em todos os ambientes. As máscaras de tecido (caseiras/artesanais), não são Equipamentos de Proteção Individual (EPI), mas podem funcionar como uma barreira física, em especial contra a saída de gotículas potencialmente contaminadas.

Veja aqui como confeccionar e usar a máscara caseira.

Estimule familiares, amigos e colegas de trabalho sobre a importância do uso de máscara e da higienização das mãos na prevenção da disseminação do vírus causador da doença COVID-19.

Dicas para viajantes:

Caso você precise viajar, avalie a real necessidade. Se for inevitável viajar, previna-se e siga as orientações das autoridades de saúde locais.

Ao voltar de viagens internacionais ou locais recomenda-se:

Reforçar os hábitos de higiene e proteção como a utilização de máscara, higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel 70 %. Caso apresente sintomas de gripe, busque atendimento nos serviços de saúde, e evite contato com outras pessoas
Se eu ficar doente
Se estiver doente, com sintomas compatíveis com a COVID-19, tais como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar, evite contato físico com outras pessoas, incluindo os familiares, principalmente, idosos e doentes crônicos, Procure imediatamente os postos de triagem nas Unidades Básicas de Saúde / UPAS ou outras unidades de saúde. Após encaminhamento consulte-se com o médico. Uma vez diagnosticado pelo médico, receba as orientações e prescrição dos medicamentos que você deverá usar. O médico poderá solicitar exames complementares. Inicie o tratamento prescrito imediatamente. Mantenha seu médico sempre informado da evolução dos sintomas durante o tratamento e siga suas recomendações.
Utilize máscara o tempo todo.
Se for preciso cozinhar, use máscara de proteção, cobrindo boca e nariz todo o tempo.
Depois de usar o banheiro, nunca deixe de lavar as mãos com água e sabão e sempre limpe vaso mantendo a tampa fechada, pia e demais superfícies com álcool, água sanitária ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa - para desinfecção do ambiente.
Separe toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos apenas para seu uso.
O lixo produzido precisa ser separado e descartado.
Evite compartilhar sofás e cadeiras e realize limpeza e desinfecçãão frequente com água sanitária ou álcool 70% ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa.
Mantenha a janela aberta para circulação de ar do ambiente usado para isolamento e a porta fechada, limpe a maçaneta frequentemente com álcool 70%, água sanitária, ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa.
Caso o paciente não more sozinho, recomenda-se que os demais moradores da residência durmam em outro cômodo, seguindo também as seguintes recomendações:
Mantenha a distância mínima de 1 metro entre a pessoa infectada e os demais moradores.
Limpe os móveis da casa frequentemente com água sanitária, álcool 70% ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.
Se uma pessoa da casa tiver diagnóstico positivo, todos os moradores devem ficar em distanciamento conforme orientação médica.

Serviço de Saúde
Procure um serviço de saúde caso apresente sintomas de síndrome gripal.

FONTE: CADASTUR - Ministério do Turismo https://cadastur.turismo.gov.br/hotsite/#!/public/capa/entrar